Depois de um longo tempo de ausência, estou de volta.
maio 11, 2013
maio 19, 2012
maio 08, 2012
Dia do Artista Plástico
Parabenizo todos os colegas artistas plásticos pelo seu dia.
"Por que não é possível viver dentro da civilização e fora da Arte."
maio 01, 2012
abril 05, 2012
Páscoa ontem e hoje
Os
tempos mudaram. Isto é fato. Os tempos continuarão a mudar. Isto também é fato.
Se para melhor ou pior, o futuro o dirá. Há quem diga que quem muda somos nós,
os humanos. Pura verdade. Mas, o que somos nós, seres humanos? Filosofices à
parte, como diria o nobre professor Cinéas Santos, nada mais somos que um elo
dessa cadeia maravilhosa chamada de Natureza. E pertencentes a essa massa em
constante movimento, está certo que mudamos. Porém, nos últimos tempos,
observa-se que parte das mudanças que vêm ocorrendo na natureza, dá-se única e
exclusivamente pela interferência desenfreada e desrespeitosa do homem com a
mesma. As estações do ano já não estão tão bem definidas como antigamente.
Nevascas fora de época, chuvas que chegam cedo demais ou que demoram a cair, calor onde antes era frio e frio onde antes era calor. Será o mar já virando
sertão e o sertão virando mar?
A
tecnologia tem causado mudanças rápidas e surpreendentes na vida dos seres
humanos. As máquinas tornam-se cada vez mais rápidas, pois existe uma
necessidade constante de que tudo seja feito de forma eficiente e, de preferência,
para ontem. A vida resume-se a ganhar
muito dinheiro e a gastá-lo muito mais ainda. Já não queremos “um” carro,
queremos “o” carro. Já não nos serve “uma” casa, mas “a” casa que, de
preferência, tem que ser melhor que a do vizinho. Por conta disso, temos
pressa, pois tempo é dinheiro. E nessa pressa perdemos a paciência no trânsito,
onde cada pedaço de asfalto é disputado entre imprecações e xingamentos,
buzinaços e gestos obscenos. Mal
cumprimentamos nossos vizinhos, pois já não os conhecemos. Já não existe aquela
conversa amigável à porta das casas, como se fazia antigamente. Ficar
conversando na porta da rua, é ver-se entre muros altos numa rua deserta, “de
bobeira”, como pensaria o assaltante nos apontando um revólver antes de nos
empurrar porta a dentro, de onde sairá minutos depois levando-nos as economias
e, se Deus não nos guarda, até mesmo a própria vida. E já que falamos em
Deus...
Quando
era criança lembro-me das tradições religiosas de algumas épocas do ano, como a
Páscoa, por exemplo. Já no início da semana chamada “santa”, que iniciava na
segunda-feira e terminava no sábado de aleluia, começavam as abstenções. Jejum
e orações em abundância. O comércio, a carne vermelha, o riso, e as
brincadeiras se apareciam, transformavam-se em escândalos. Era uma infinidade
de não-se-podes a perder de vista. Os passeios eram em direção às igrejas, onde
contritos, relembrávamos o sofrimento do Mestre, entre lágrimas e orações.
Hoje
em dia, a semana santa resume-se à sexta-feira. O sofrimento do Mestre foi
substituído pela alegria do coelhinho da páscoa. Abster-se não combina com o
bacalhau ao forno, os ovos de chocolates com recheios diversos, nem com a
cerveja gelada. Ir à igreja pra que? O que queremos é diversão, afinal de
contas, logo será a segunda-feira, quando teremos de começar tudo novamente.
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Estudo do corpo masculino
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