agosto 07, 2011

Amigos do Museu

Participei ontem da 1ª Reunião da "Associação dos Amigos do Museu" realizado no Museu do Piauí. Foram discutidos vários assuntos, como a captação de recursos e de novos membros para a associação.

julho 12, 2011

Engarrafamento

Teresina dá-se ares de metrópole, mas não passa de província. O comportamento das pessoas no trânsito é o melhor espelho disso. É só acontecer um acidente que logo se forma um engarrafamento enorme. Isso por que ao passarem pelo local do acidente, as pessoas querem fazer a perícia. É como se os matutos nunca tivessem visto uma batida de carro em toda a vida. Como se o engarrafamento não fosse o suficiente, não respeitam os sinais de trânsito, e fecham os cruzamentos e o engarrafamento que devia durar alguns minutos, dura horas. E haja joelho e paciência pra suportar tudo isso.

julho 04, 2011

Gilberto Gil


Fui à Fortaleza ver o show deste que é um dos mais expressivos artistas de nossa MPB. O show foi realizado no parque do Cocó, na abertura do "Férias no Ceará". Afinadíssimo com a banda e com o público, Gilberto Gil esbanjou jovialidade no palco, fazendo muita gente arrastar o pé ao som das músicas de seu mais recente CD "Fé na Festa" e, também, com sucessos antigos como "Toda menina baiana" e "Não chores mais".


junho 27, 2011

Morro do Gritador



Dizem que quem vai a Pedro II e não visita o Mirante do Morro do Gritador, não visitou realmente a região. Fui a Pedro II e visitei o Mirante do Morro do Gritador. Uma coisa é certa: a vista é linda! Infelizmente, não há nada - nem uma placa, um folheto, um pedaço de papelão pendurado numa estaca, sei lá - que esclareçam ao visitante o porquê do nome do morro ser "Gritador". As pessoas da região com quem conversei também não souberam me dar nenhuma informação a respeito. Talvez eu tenha conversado com as pessoas erradas, ou, como acontece em grande parte do país, o poder público não dá a importância necessária, nem cuida como deveria, do patrimônio dos brasileiros.


A estrada que leva até o mirante é de piçarra, o que significa muita poeira, poeira vermelha que pinta os carros, as casas e a alma do povo de desalento. As poucas placas existentes, que deveriam indicar a direção do mirante,
estão completamente desbotadas, caídas, indicando apenas o descaso da administração municipal com a maior atração turística da região.

Moagem de cana

Visitei a fazenda Buritizinho, em Pedro II. Deu dó ver esses pobres bois andando em círculos, com a "canga"- esse pedaço de madeira sobre o pescoço - que me pareceu pesada demais. Entendo que é parte de nossa cultura fazer o uso de animais em moinhos como estes, mas a energia elétrica já chegou à fazenda Buritizinho, então, por que maltratar os animais desta maneira?


O boi negro estava tão estressado que punha-se a agredir o companheiro. Segundo o senhor que estava tomando de conta dos animais, eles rodam o moinho por, no máximo, duas horas, sendo então, substituídos - o que pude constatar algum tempo depois. Mas me pergunto se essa substituição também se dá no período em que a fazenda não é aberta à visitação pública.

Expondo em Pedro II

Quadros expostos no Memorial Tertuliano Brandão Filho em Pedro II.


maio 15, 2011

Bola fora

O Brasil já não é mais o país do futuro, mas, do presente. Disto já sabe o mundo. Mas o que já é certeza lá fora, ainda causa muita estranheza aqui dentro. O Brasil é um dos grandes, porém ainda se comporta como um país insignificante. É como se não se apercebesse da importância que exerce no novo cenário mundial. Em tempos de globalização, persiste com a mentalidade de aldeia remota, onde, de vez em quando, aparece um forasteiro que, por curiosidade, resolveu ver de perto o comportamento dos selvagens.


Tomemos como exemplo a cidade de São Paulo. São Paulo é uma das grandes metrópoles do planeta e um importante centro do comércio mundial. Estrangeiros numa cidade de tal porte não é nenhuma novidade. É uma cidade globalizada. Mas, será que todos os paulistanos - e aqui me refiro àqueles com poder de decisão - são conscientes disso?


O museu do futebol foi uma jogada brilhante. Ali se encontra apresentada a história do futebol mundial. Porém, não somente o futebol puro e simples, mas o futebol em seu contexto histórico. O visitante é levado de volta no tempo para acompanhar a evolução da bola, do povo, dos conceitos, até chegar aos dias atuais. Para nós brasileiros é uma lição de história do Brasil e de bola. Entretanto, como já citado, São Paulo, onde se localiza o museu, é uma cidade globalizada. Pena que não pensaram desta maneira aqueles que projetaram a exposição. As instruções do jogo de futebol estão apresentadas apenas na língua portuguesa. Num país que faz parte do Brinc, do Mercosul e do mundo globalizado, esperava-se, no mínimo, textos também apresentados em inglês e espanhol. Os responsáveis pelo projeto pensaram com o pé e deixaram de marcar um belo gol de placa. Cartão vermelho pra eles.